Brasil não existe lã de aço, ninguém sabe o que é isso. Para conseguir esse produto, você precisa chegar no mercado e pedir um pacote de BOMBRIL. O nome é simples, criado a partir da mistura das palavras bom brilho, expressão que visa enaltecer as qualidades da própria lã de aço, primeiro produto da empresa. Com o lema Possui mil e uma utilidades, se referindo às diversas finalidades que uma pessoa pode utilizar a lã de aço BOMBRIL, e propagandas com o mesmo ator representando vários personagens diferentes, a marca BOMBRIL chegou a conquistar cerca de 90% do mercado brasileiro.
A história
Tudo começou em 1948, quando Roberto Sampaio Ferreira recebeu como pagamento de uma dívida uma máquina de extração de esponjas de lã de aço, até então um produto importado, caro e pouco acessível. Em 14 de janeiro desse mesmo ano, iniciou a fabricação da lã de aço com a fundação da empresa Abrasivos Bombril, no bairro do Brooklin em São Paulo. O lançamento foi uma revolução para as donas de casa porque, além de polir panelas, o produto limpava vidros, louças, azulejos e ferragens, ficando conhecido como “1001 utilidades”. Por isso, somente naquele ano, foram vendidas 48 mil unidades. Como inicialmente o produto era vendido solto, não havia diferenciação a não ser a qualidade de BOMBRIL. Foi então que o produto começou a usar um pequeno selo vermelho devido ao sucesso e à concorrência que não demorou surgiu no mercado. Logo depois as lãs de aço foram acondicionadas numa caixa feita de papelão na cor vermelha, ilustrada com uma dona de casa limpando panelas, dando o “Bom Brilho” de onde se originou o nome do produto.
Entre 1961 e 1973, a BOMBRIL cresce e inicia a incorporação de outras empresas como a Companhia de Produtos Químicos - Fábrica Belém, detentora das marcas Sapólio e Radium, de saponáceos em pedra passando a desenvolver e aprimorar a linha Sapólio Radium, incluindo uma versão cremosa; a Indústria de Lã de Aço Mimosa Ltda., do Rio de Janeiro, em 1972; e a Q’Lustro, empresa que detinha aproximadamente 25% do mercado nacional de lã de aço; além do lançamento de inovações como a embalagem plástica com seis unidades (1964). A marca começou a ganhar enorme visibilidade em 1978, quando foi criada, pelos publicitários Washington Olivetto e Francesc Petit, da agência DPZ, a figura do Garoto Bombril, representada pelo ator Carlos Moreno. Rapidamente o personagem se associou ao produto e as vendas estouraram. Nesta mesma época, a empresa iniciou a expansão de sua linha de produtos sob a marca BOMBRIL, com o lançamento do Desengordurante Limpa Limo. Nos anos seguintes outros novos produtos, em diferentes segmentos foram introduzidos no mercado como detergente líquido, desinfetante, amaciante, além de esponjas de lã de aço com sabão, palhas de aço, sabão em barra, saponácio, limpadores, panos de limpeza, inseticidas e desodorizadores de ambiente.
Carlos Moreno “Garoto Bombril”
Carlos Alberto Bonetti Moreno é um ator brasileiro. Nacionalmente famoso por ter sido de 1978 a 2004 o garoto-propaganda da Bombril.
Fez parte do elenco do programa infantil Rá-Tim-Bum, produzido pela TV Cultura em 1989, mas até hoje sua imagem é associada pelos consumidores à marca Bombril
Antes de se tornar conhecido, tinha se formado em arquitetura pela FAU (USP) e feito pós-graduação nos Estados Unidos. No entanto, nunca exerceu a profissão. Trabalhava como ator de teatro em São Paulo, no grupo teatral Pod Minoga e ganhava pouco, até ser revelado por Andrés Bukowinski, que estava procurando um ator para os comerciais de Washington Olivetto e Francesc Petit para a fabricante de palhas de aço, e gostou da interpretação de Moreno. Passou a ganhar um salário muito maior (relatou ter ficado assustado com a proposta de pagamento da agência) e tornou-se famoso nacionalmente. Entrou para o Guinness como a campanha que ficou mais tempo no ar em toda a história da propaganda mundial.
Em 2004, ao fim do seu contrato com a Bombril, Carlos Moreno tinha 337 comerciais gravados com a empresa.[1]
Depois deixar a Bombril em 2004, trabalhou ainda como garoto-propaganda da Fininvest. Devido a perda de mercado no segmento de palhas de aço para a concorrente Assolan, em 2007 Carlos Moreno voltou a aparecer nos comerciais da Bombril com um novo contrato por tempo indeterminado. Até abril de 2007, Carlos Moreno participou de mais 7 comerciais da marca, totalizando 344 inserções como “Garoto Bombril”.
O reconhecimento mundial não demorou e em 1994 a campanha foi para o Guinness Book - Livro dos Recordes - como a série de publicidade mais longa do mundo. Se na mídia eletrônica a fórmula já era um sucesso, em 1997 ela se consagrou também na mídia impressa. As contracapas de revistas contendo anúncios da marca viraram inclusive objeto de coleção de muitas pessoas por todo o país. O “Garoto Bombril” registrou diversas mudanças sociais e acontecimentos ao longo dos 26 anos em que está no ar, sempre se renovando e inovando. O caso Monica Lewinski, o sucesso de Tiazinha, a agitação do Padre Marcelo Rossi, entre outros, são exemplos de alguns momentos registrados pela publicidade da BOMBRIL, depois de mais de 250 comerciais de televisão e 90 anúncios de revistas.






janeiro 25th, 2011 at 12:33
“Minha mãe conta uma história que no dia do lançamento da marca Bombril, ela lembra que um avião passou no céu com uma faixa mostrando o nome do produto. A avó dela, muito envolvida com religião, mandou todos os netos dobrarem os joelhos na sala para orar, pois ela pensou que era a Volta de Jesus!”